Com Huck fora, quem são os principais nomes na disputa ao Planalto?

28/11/2017

Com Luciano Huck fora da disputa, o cenário da sucessão presidencial em 2018 segue incerto a menos de um ano da votação. A desistência - confirmada pelo apresentador em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (27)- deixa espaço para nomes envoltos em dúvidas.

Desde a volta das eleições diretas para presidente, em 1989, nunca se chegou tão perto de um pleito com tamanha indefinição. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vem liderando as pesquisas, corre o risco de ficar de fora se for condenado em segunda instância devido às suspeitas que recaem sobre ele na Operação Lava-Jato. Nesse caso, um dos cotados para substituí-lo é o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT), que não tem a mesma envergadura política.

Pelo PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), se credencia cada vez mais para a briga diante do esvaziamento da candidatura do prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB). Apesar disso, ainda não há garantia de que Alckmin sairá incólume da Lava-Jato.

Com discurso radicalizado, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) galga espaço na extrema direita, mas é o segundo nome com maior rejeição, atrás apenas de Lula. Na sondagem do instituto Datafolha de outubro, Bolsonaro foi rejeitado por 33% dos entrevistados.

Já o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), famoso pelos arroubos, e o senador Alvaro Dias (Podemos), pouco conhecido Brasil afora, estão no páreo, mas suas candidaturas ainda não deslancharam nas pesquisas.

Quanto à ex-ministra Marina Silva (Rede), que obteve 22,1 milhões de votos em 2014, seu futuro é uma incógnita, apesar do capital político por ela acumulado nos últimos anos. Pesa contra a ex-senadora a ausência no debate político, o que deixa seus eleitores sem norte a seguir.

Por fim, corre por fora o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), que desconversa sobre a pré-candidatura, mas não nega que poderá concorrer. A performance dele depende da retomada da economia e das reformas. Além disso, Meirelles deverá enfrentar dificuldades em se descolar de Michel Temer e sua baixíssima popularidade.

Confira quem são os principais nomes no páreo, em ordem alfabética:

Alvaro Dias (Podemos)

Lançou pré-candidatura pelo Podemos (antigo PTN) em julho, após passagem pelo PSDB e pelo PV. Foi governador do Paraná, deputado estadual e federal. É senador.

Ciro Gomes (PDT)

Pré-candidato pelo PDT, Ciro Gomes está em campanha pelo Brasil. Foi deputado estadual e federal, prefeito de Fortaleza, governador do Ceará e ministro por duas vezes.

Geraldo Alckmin (PSDB)

Principal cotado para ser o candidato do PSDB atualmente, é governador reeleito do Estado de São Paulo. Foi deputado federal e estadual, vice-governador e secretário estadual.

Henrique Meirelles (PSD)

Ministro da Fazenda do governo de Michel Temer, diz que decidirá "no momento certo" se será candidato. Foi presidente do Banco Central do Brasil no governo Lula.

Jair Bolsonaro (PSC)

Militar da reserva, foi o deputado federal mais votado do Rio em 2014 e está no seu sexto mandato. Deve se filiar ao Patriota (antigo PEN) para concorrer à Presidência.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Presidente da República duas vezes, é líder nas pesquisas e candidato natural do PT, mas pode ficar de fora se virar "ficha suja". Nesse caso, o substituto deve ser Fernando Haddad.

Marina Silva (Rede)

Foi vereadora, deputada estadual, senadora e ministra do Meio Ambiente pelo PT. Em 2010, concorreu à Presidência pelo PV e, em 2014, pelo PSB. É a aposta da Rede Sustentabilidade.