Estudante pede autorização ao STF para fazer aborto e amplia debate sobre o tema

25/11/2017

O PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO PARA INTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ APRESENTADO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) PELA ESTUDANTE REBECA MENDES SILVA LEITE PROVOCOU IMEDIATA REAÇÃO DOS SETORES CONTRÁRIOS E FAVORÁVEIS AO ABORTO. A ESTUDANTE. DE 30 ANOS, ESTÁ NA SEXTA SEMANA DE GESTAÇÃO E AFIRMA NÃO TER CONDIÇÕES ECONÔMICAS E EMOCIONAIS PARA TER O FILHO.

Presidente do Movimento Brasil sem Aborto, Lenise Garcia afirmou que vários associados ofereceram assistência à mãe e à criança.

- Seja de emprego, seja para cuidar do bebê. Acreditamos que, amparada, ela mudará de opinião.

Rebeca é responsável pela criação de dois filhos (de seis e nove anos) e tem um trabalho temporário. A solicitação é uma reiteração de um pedido de liminar dentro de um processo proposto, em março, pelo PSOL e pela organização não-governamental Anis - Instituto de Bioética. A discussão é sobre o fim da criminalização do aborto até a 12ª semana, considerando ainda análises anteriores do STF.

A Academia Nacional de Medicina redigiu um documento, que será enviado aos ministros, defendendo a liberação do aborto. "É nosso dever alertar para as graves consequências para a saúde pública geradas pela criminalização do aborto", afirma o texto. A entidade ainda observa que, em locais onde a prática foi legalizada, houve queda tanto do número de procedimentos quanto de mortes maternas.

Já a União de Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp) deve, na próxima semana, discutir a estratégia que será levada à Corte.

- A verdade é que o Supremo não pode legislar. Uma eventual decisão de ampliar os casos em que o aborto é permitido seria o mesmo que pisotear a Constituição - disse o presidente da Ujucasp, Ives Gandra Martins.